segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Boogie Oogie: Só resta à Beatriz cantar Abandonada por Você

A vida não está nada fácil para Beatriz (Heloísa Périssé), de Boogie Oogie.



 A dona de casa mais amável das novelas atuais tem que enfrentar uma pancada atrás da outra: primeiro, seu amante do passado, Paulo (Caco Ciocler), volta ao Brasil, depois, ela descobre que não é mãe de Sandra (Isis Valverde) e, agora, seu marido, Elisio (Daniel Dantas), vai descobrir a verdade sobre seu caso com Paulo.

Tudo começou quando a recalcada da Cristina (Fabíula Nascimento), tia de Rafael (Marco Pigossi), resolve chantagear Beatriz, dizendo que ia contar tudo para Elísio caso a dona de casa não separasse Sandra de Rafa.

Cristina acaba sendo enxotada pelo marido e resolve que, se ela perdeu o marido, Beatriz também tem que perder, e arma maior confusão no prédio da inimiga, fazendo com que a notícia se espalhasse e chegasse até os ouvidos de Artur (Gustavo Trestini), que detesta Elísio, e resolve insinuar a traição para ele.

Essa insinuação faz Elísio ficar com a pulga atrás da orelha e querer explicações sobre a possível traição. Pressionados, Beatriz e Paulo confessam, e Elísio resolve expulsar a mulher de casa, proibindo-a até de ver seus filhos.

Assim, Beatriz fica com uma mão na frente e outra atrás e resolve afogar suas mágoas cantando essa música aqui ó:




AAAAABAAAAAAAANDONAAAAAADAAAAAA POR VOCÊEEEEEEEEEE!!!!

Diamante batata-quente é a prova de que Império virou uma palhaçada



É, cá estou eu, de novo, para desabafar sobre Império.

O capítulo desse sábado de Império foi a gota d`água, o estopim, o passo final para alcançar o ponto máximo da breguice.

Tudo começou quando Lorraine (Dani Barros) foi à casa do mordomo babão de Maria Marta (Lilia Cabral), Silviano (Othon Bastos), e, lá, encontrou um diamante rosa dando sopa e, claro, não pensou duas vezes e colocou a joia na bolsa para levá-la para casa.

Por favor, eu sei que vocês devem estar pensando "COMASSSSSIMMMMMM??? COMO ALGUÉM DEIXA UM DIAMANTE DANDO SOPA ENQUANTO RECEBE A VISITA DE UMA DESCONHECIDA?!" , mas deixem os questionamentos para o final, já que NADA que eu vou contar nesse post vai fazer sentido.

Bom, Silviano, que até então parecia ser esperto, não percebeu que Lorraine pegou o diamante, e ela foi de boas para casa com a joia na bolsa. Depois de um capítulo, o mordomo, FINALMENTE, deu conta do sumiço do diamante e foi contar tudo para sua patroa, mas, como as paredes têm ouvido, o Comendador (Alexandre Nero) e Cora (Drica Moraes) acabaram ouvindo a conversa e decidiram, assim como Maria Marta, rumar para Santa Teresa à procura do diamante roubado por Lorraine.

Mas, como em novela confusão nunca é demais, na rua de Lorraine, estava acontecendo uma manifestação dos sem-teto com direito até a tropa de choque.

Lorraine, ao saber que está sendo procurada, aproveitou a confusão na rua para dar uma fugidinha até a casa onde estava o diamante para escondê-lo. E adivinha onde ela resolveu esconder a joia? Pensou aí? Não, não foi debaixo do colchão ou dentro do pote de açúcar, mas no MICRO-ONDAS. E o pior ainda estava por vir.

Lorraine mora na casa de Xana (Ailton Graça), que é uma verdadeira creche do bairro, pois o cabelereiro sempre abriga os filhos dos amigos em seu lar, e , justamente nesse dia, dois meninos estavam assistindo TV na sala, quando bateu aquela fome neles, e eles resolverem comer adivinha o quê? SIIIIIIIMMMM!!! LASANHA DE MICRO-ONDAS! E as crianças fizeram a tal lasanha, mas, pelo visto, elas precisam usar óculos, pois nem se deram conta do diamante no micro-ondas.

Xana, ao chegar em casa, acompanhado de Juju (Cris Vianna) e Naná  (Viviane Araújo), percebeu um brilho intenso vindo do micro-ondas e resolveu abrir o aparelho doméstico e pegar o diamante.

Mas, a joia estava, acreditem, MUITO QUENTE, e ninguém que pegou nela conseguiu sustentá-la. A partir daí, todos os personagens envolvidos na cena, inclusive o Comendador, seu motorista e o marido de Lorraine, que estavam na casa procurando pelo diamante, resolvem brincar de batata quente com a joia cor de rosa, que passou de mão em mão até ser rebolada pela janela, alçar um voo e se quebrar em quatro pedaços no meio da multidão que estava na manifestação.



É! Esse foi o início da grande virada que Aguinaldo prometeu para depois do capítulo 100.

Confesso que minha reação ao assistir as cenas foi rir, rir feito um doido, diante tamanha tosquice.

Tá, as cenas foram engraçadas, mas não era isso que o público esperava ver na virada da novela.


Na verdade, Império virou um verdadeiro circo, e aquela novela sombria, dramática e intensa dos primeiros capítulos (AI QUE SAUDADES) deu lugar a uma palhaçada sem fim.


Fernanda Lima, a apresentadora de várias faces

Na semana passada, chamou atenção o fato de Fernanda Lima ter ganhado, por votação popular, o Prêmio Extra de melhor apresentadora do ano.
Muita gente se surpreendeu com isso, mas eu não. Fernanda Lima fez por merecer o prêmio. Mas, para mim, o público votou pensando na Fernanda que apresenta o Amor e Sexo e não naquela do Superstar.




Na verdade, Fernanda parece duas pessoas diferentes. Em Superstar, ela foi travada, fria e impaciente com as ordens que recebia do diretor pelo ponto eletrônico. Isso aconteceu, talvez, pelo despreparo de Fernanda para um programa ao vivo, e, segundo as más línguas, devido à pressão de Boninho, diretor do programa, que resolveu se vingar do seu rival Ricardo Waddington usando Fernanda.

Já em Amor e Sexo, Lima traz para as nossas telinhas uma alegria tão grande que dá vontade de estar lá no palco com ela. O programa em si é divertido, mas Fernanda dá um toque especial de informalidade, no melhor estilo chacrinha de ser, e mostra para o público uma face sua até então desconhecida.




 Por isso, espero que a Globo reconheça, mais ainda, o talento da apresentadora e a presenteie com um programa novo, talvez, nas tardes diárias da emissora, onde ela possa mostrar, em um horário mais acessível, toda sua versatilidade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Império, desculpa, mas não sinto nada por você



Tá, isso é meio louco, mas eu tenho sentimentos pelas novelas. Por exemplo, eu amo Boogie Oogie (apesar de, nas últimas semanas, esse amor tenha diminuído um pouco, mas isso é assunto para outro post), tô começando a amar Alto Astral, odiava Em Família e Geração Brasil e tinha pena de Salve Jorge e Além do Horizonte.

Mas, quanto a Império, não consigo dizer o que sinto pela novela. Na verdade, a trama de Aguinaldo Silva, mesmo já estando no capítulo 100, ainda não despertou nenhum sentimento em mim.

Não, não que eu ache Império uma novela ruim, pelo contrário, ela tem uma história muito boa, digna de um novelão, mas Aguinaldo Silva não soube desenvolver bem essa história, não soube surpreender o público e muitas decepções aconteceram.

Para mim, a maior decepção da novela foi Cora (Drica Moraes). A personagem, que, na fase inicial, era interpretada por Marjorie Estiano, parecia ser a nova vilã que o público iria amar odiar, com carga dramática, alta capacidade de armar planos diabólicos e, claro, uma pequena dose de humor. Mas, desde quando Drica assumiu a personagem, outro rumo foi tomado, e Cora tornou-se apenas mais uma personagem engraçadinha (até pum ela já soltou), e suas vilanias não passam de frases irônicas ou planinhos infantis. É claro que Drica, como sempre, tem feito o melhor possível com o que recebe do autor, mas, mesmo assim, a personagem não conseguiu conquistar o público.



Ah, e a Cristina (Leandra Leal), o que falar dela? Ela é uma sonsa e, talvez, seja a protagonista de novela mais sem sal dos últimos tempos. Ela consegue ser mais chata que a Paloma, de Amor à Vida e a Marina, de Insensato Coração (ambas interpretadas por Paolla Oliveira) juntas, pelo simples motivo de ficar apenas assistindo sentada a tudo que acontece ao seu redor. Por exemplo, sua suposta irmã dá em cima de seu ex-namorado, e o que é que Cristina faz? Ela fica chorando, só observando pela janela.



E o drama de Cláudio Bolgari (José Mayer)? Já deu o que tinha que dar, não tem mais sentido acompanhar essa história, tão explorada no começo da novela que perdeu a graça.

E a Juju Popular (Cris Vianna)? A trama da personagem ficou muito apagada e, hoje, ela só aparece em cenas curtas, servindo de papagaio para a Xana.

Por falar em Xana (Ailton Graça), é muito sem sentido o fato de o personagem, de uma hora para outra, falar que não gosta de homens. Lembro bem dos primeiros capítulos, quando Xana se dizia apaixonado por Elivaldo (Rafael Losso), ou seja, a reviravolta do personagem é bem difícil de engolir.


Além de todas essas tramas sem graça ou sem sentido, Império tem personagens que estão simplesmente sem função. O núcleo da poligamia, por exemplo, é mais sem graça que Zorra Total e Divertics juntos e não possui nenhuma repercussão entre o público, mesmo sendo um tema polêmico e que sempre gera discussões.


Mas, claro, a novela tem seus pontos positivos. O maior deles é Maria Marta, personagem muito bem interpretada por Lilia Cabral (isso já deu pra perceber, né? Os gifs dela são os mais usados no blog). O único problema da personagem é que ela é tachada como vilã, mas é mais humana do que vários mocinhos da novela. Na verdade, Marta sofre com o abandono do marido e por trás daquele coração frio e daquelas frases venenosas, existe, sim, sentimento.

Marta, nós te amamos!!!


 Por isso, Marta, juntamente com Maria Clara, de quem eu já falei aqui no blog, são as minhas personagens favoritas. Outro personagem de que gosto muito é o Salvador (Paulinho Vilhena), sem dúvida, o melhor trabalho da carreira do ator.

Bom, não poderia deixar de falar do protagonista da novela, que, diferente dos outros personagens principais das novelas de Aguinaldo, como Griselda (Lília Cabral, em Fina Estampa) e Maria do Carmo (Susana Vieira, em Senhora do Destino), não pode ser considerado como um mocinho sofredor. Na verdade, fica difícil de traçar as características de José Alfredo (Alexandre Nero), pois ele é dúbio demais, e sua força, às vezes, soa como frieza, mas gosto muito da interpretação de Nero, apesar dos exageros, que, para mim, são culpa do texto do autor.



E, quanto à audiência, até que não tá tão ruim, mas a repercussão da novela não anda muito boa é tanto que nem gifs da novela a gente encontra mais.

César, meu filho, o que cê vai fazer na Record, hein?

Um dos assuntos do mundo televisivo mais comentados nesses últimos dias foi a contratação de César Filho pela Record.

César filho, o novo contratado da Record.


Pra mim, foi meio difícil de engolir essa notícia, pois é impossível imaginar o César fora do SBT. É tipo a Record sem o Pica-Pau.

É, mas isso é verdade: o até então queridinho de Silvio Santos resolveu alçar novos voos, e olha que esses voos não serão nada baratos. César vai ganhar nada mais, nada menos que a bagatela de 300 mil reais mensais na Record.

O passe de César valorizou depois que ele assumiu o comando do Notícias da Manhã, no SBT, e fez a audiência subir, ameaçando até a liderança da Globo.

Bom, mas a pergunta que fica é: o que ele vai fazer na Record?
Na verdade, não há nada de concreto sobre isso, mas já é certo que César apresentará dois programas: um diário, que pode ser ou o Hoje em Dia ou o Programa da Tarde, ou seja, Britto Jr e Celso Zucatelli não devem ter gostado nem um pouco da chegada do novo colega à emissora; o outro programa que César poderá apresentar será um novo reality show, uma versão do Big Brother com casais.

Britto não consegue nem disfarçar o choro.



Mas, é claro, tudo isso não passa, por enquanto, de especulações. Afinal, na Record, todo mundo já sabe, tudo é feito de última hora e sem nenhum planejamento.

domingo, 2 de novembro de 2014

Alto Astral promove reencontros interessantes



Segunda-feira, estreia a nova novela das sete da Globo, Alto Astral, de Daniel Ortiz.

Bom, já falei, aqui, de como acho as chamadas da novela sem graça, mas que, mesmo assim, fiquei empolgado com o vídeo de lançamento publicado no site da emissora, mas, hoje, venho falar de outro assunto: nesses últimos dias, percebi que Alto Astral vai promover dois reencontros interessantes em seu elenco.

Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni vão interpretar, respectivamente, Úrsula e Maria Inês, duas amigas, que, desde a adolescência, disputam o amor do mesmo homem, Marcelo (Edosn Celulari).

Sílvia, Edson e Christiane em Alto Astral.


Bom, até aí, nada de diferente, ok? É, estaria tudo normal, se não fosse pelo fato de Sílvia e Christiane terem interpretado, em 1998, na novela Torre de Babel, um polêmico casal lésbico. Na época, a novela sofria grandes críticas do público, e, por isso, o autor, Silvio de Abreu (o supervisor de texto de Alto Astral), resolveu dar um fim naqueles personagens que não agradaram a audiência por meio da explosão do shopping que era o principal cenário da novela. Entre esses personagens estavam os de Sílvia e Christiane, que sofreram com o preconceito da sociedade da época. Agora, talvez, como em uma homenagem, as duas voltarão a fazer personagens relacionadas.

Sílvia e Torloni em Torre de Babel.

Outro reencontro promovido pela novela será o do ex-casal de comercial de margarina, formado por Cláudia Raia e Edson Celulari, separados há quatro anos. Ela será Samantha, a vilã principal da novela, e ele fará parte de outro núcleo, ou seja, infelizmente, não vai ser dessa vez que veremos os dois juntos em cena novamente, pelo menos não no início da trama.

Cláudia Raia em cena de Alto Astral.


Edson, por sua vez, já deu uma declaração sobre isso e disse que está contente com o reencontro e que será uma boa oportunidade de conversar com a ex-mulher sobre a educação dos filhos durante os intervalos de gravação. 

É, espero que, realmente, o clima nos bastidores seja esse, afinal, já faz tempo que os dois se separaram, e a vida tem que seguir normalmente.

Já foi tarde, Geração Brasil!



Nessa sexta, foi ao ar, FINALMENTE, o derradeiro capítulo de Geração Brasil, novela de Felipe Miguez e Isabel de Oliveira, dupla, até então, muito elogiada pelo sucesso de Cheias de Charme.


Mas, Geração Brasil seguiu um caminho totalmente contrário do da novela das empreguetes (todo dia acordo cedo, moro longe do emprego, quando volto do serviço quero meu sofá...) e foi um mega fracasso, chegando a disputar ponto a ponto com Além do Horizonte o título de pior novela do horário.

Empreguetes, por favor, não esnobem os seus colegas de Geração Brasil!

Eu confesso que, quando começaram as chamadas de Geração, fiquei muito empolgado e pensava: “ Oba! Vai ter uma novela tão boa quanto Cheias de Charme pra compensar a chatice de Além do Horizonte”. É, eu quebrei a cara!

Nos primeiros capítulos, até que parecia legal a história de um empresário renomado do ramo da tecnologia, Jonas Marra (Murilo Benício), querer voltar para o seu país de origem, no caso, o Brasil, por conta de um segredo guardado em um envelope, mas esse entusiasmo só durou até um pouco depois da Copa, quando a novela girava em torno do reality show que iria escolher o sucessor de Jonas, mas, depois daí, foi só decepção, e os autores ficaram mais perdidos que cegos em tiroteio e perderam a mão no desenvolvimento da trama.

Confesso que, para mim, foi difícil aceitar isso, e eu ficava lutando contra as evidências, afirmando que a novela era mal compreendida pelo o público e pela crítica, mas, depois, percebi que a trama não era boa mesmo.

Mas, afinal, o que deu de tão errado assim?

Praticamente tudo...

...Começando pelo protagonista, Jonas Marra, um cara frio e calculista, que chegou até a fingir uma doença grave para pagar de bonzinho. Desse jeito, ficou difíl de o público torcer por ele.


Já imaginou uma novela sem vilão? Pois é, até mais da metade da trama, não tinha alguém que fizesse maldades contra os protagonistas, até que Herval (Ricardo Tozzi) resolveu tirar a máscara, mas já era tarde demais, e a obsessão de Herval por Jonas era meio exagerada.

Ah, e os personagens sem carisma (sim, Brian Benson, Lara, Shin, Davi e Manuela, estou falando de vocês) eram tantos que seria melhor ver o Zorra Total que assistir a um capítulo de Geração Brasil.

Brian até tentou, mas nada diminuiu a sua chatice.

Porém, a decepção maior se deu porque a Globo vendeu, pelas chamadas, uma novela que não existiu: popular, alegre e que agradasse aos jovens, assim como foi Cheias de Charme.

É até difícil de entender como que uma novela da mesma equipe de Cheias de Charme fracassou tanto. 

A resposta é simples: em Geração Brasil, os erros já apresentados em Cheias de Charme foram mais acentuados, como reviravoltas mirabolantes (em Cheias, Inácio era igualzinho ao Fabian, porque uma fabianática o dopou e o levou para uma clínica para que ele fizesse uma cirurgia plástica e ficasse a cara do cantor, já em Geração, Jonas não reconheceu Herval, porque, no passado, ele era obeso), casais sem graça (Rosário e Inácio, em Cheias de Charme, Davi e Manuela e Brian e Lara, em Geração Brasil) e trama arrastada (no começo e no fim, foram muitos os acontecimentos, mas, no meio, os autores ficaram só enchendo linguiça), e a história de Jonas não tinha tanto apelo popular quanto à das empregadas domésticas que se tornaram fenômenos da Internet.

Por fim, alguns atores, que pareciam que iam fazer grandes personagens ficaram perdidos na novela, como Renata Sorrah (Gláucia Beatriz), Titina Medeiros (a eterna Socorro, de Cheias de Charme, mas o personagem dela em Geração foi tão sem relevância que eu nem lembro o nome), André Gonçalves (outro de personagem irrelevante) e Fiuk (ele dava vida a Alex, que, no começo, falavam que ia ser o grande vilão da novela, mas ele morreu quando a trama não tinha nem dois meses de exibição).

Porém, alguns elogios podem ser feitos, como a qualidade técnica da trama (eu, por exemplo, adorava aquelas tomadas aéreas de São Francisco, a trilha sonora e também aquele negócio azul que reproduzia as mensagens que os personagens liam em seus celulares), o lado tecnológico da novela, apesar de exagerado no começo, também foi um ponto positivo e trouxe modernidade à trama, e alguns atores conseguiram se destacar com atuações maravilhosas, como Luís Miranda, que viveu Dorothy, Taís Araújo, que estava muito à vontade na pele de Verônica, Felipe Abib (Ernesto), Cláudia Abreu (Pamela), Isabelle Drummond (Megan) e Rodrigo Pandolfo (Shin), que conseguiram ter uma atuação brilhante, mesmo com personagens chatos, e Leandro Hassum, que fez de Barata um dos melhores personagens da trama.

Barata, realmente, abalou as estruturas da novela.

Por fim, foi também muito positivo o fato de os autores terem reconhecido os erros e tentado repará-los (diferente de uns e outros, como Sílvio de Abreu, que, em Guerra dos Sexos, alegou que a culpa do fracasso da novela era do público que não entendia seu “humor inteligente”), mas, infelizmente, já era tarde demais, por isso, eu não desanimei e acredito que eles ainda irão presentear o público com uma novela tão boa ou melhor que Cheias de Charme (o segredo é esquecer o passado e focar só no presente, o que não se viu em Geração Brasil).