segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Patricia Abravanel, amiga, assim não tem como te defender




Como todos sabem, daqui a pouco, vai ao ar a tão aguardada estreia da Xuxa na Record. As emissoras concorrentes, por sua vez, já se armaram para enfrentar a loira.

A Globo, apesar de fingir não se importar com a estreia de sua ex-contratada na concorrência, resolveu esticar Babilônia, que, na reta final, vem atingindo melhor audiência e Verdades Secretas, que, nas segundas-feiras, costuma marcar seus maiores índices. Além disso, a emissora de Roberto Marinho ficou com o orgulho bem ferido ao ser trocada pela Record por Xuxa (a Globo se acha muito, não é mesmo?) e, por isso, resolveu usar o seu poder para boicotar Xuxa de todas as formas possíveis. Há quem diga que a gravadora Som Livre, que é pertencente às Organizações Globo, por exemplo, avisou aos seus contratados que quem participar do programa da Xuxa ficará 40 dias sem aparecer na tela do plimplim.

Porém, o principal concorrente de Meneghel deverá ser o SBT mesmo. No horário, a emissora deverá exibir o Programa do Ratinho, o Máquina da Fama, de Patrícia Abravanel e, dependendo do horário, um pouquinho do The Noite, de Danilo Gentili.

Patrícia Abravanel, nos últimos meses, estava toda serelepe por conseguir constantemente o segundo lugar, mas, com a chegada de Xuxa, ela, obviamente, ficou com medo de perder este posto. 

E qual foi a estratégia encontrada por Patrícia e sua equipe para barrar a estreia da Rainha dos Baixinhos?

Acertou quem disse que Patrícia irá se vestir como Xuxa e, além disso, o cenário de seu programa será decorado com os itens que marcaram os programas de Xu na sua fase áurea no comando de programas infantis. Vai ter até nave espacial!


Parece piada, né? Mas, infelizmente, é a mais pura verdade.

E, pra completar, Danilo Gentili gostou da ideia da filha de seu patrão e também fará referências à Xuxa em seu programa.

Diante de todas essas estratégias, vamos ver quem se dará melhor daqui a pouco!

Se Xuxa fizer isso no seu programa, a audiência vai bombar com certeza!

A "teletonização" do Criança Esperança deu certo





Nesse sábado, 15 de agosto, foi ao ar na Globo mais uma edição do Criança Esperança, dessa vez, em comemoração aos 30 anos do projeto.

Bom, neste post, não vou julgar ou palpitar sobre a credibilidade do evento como muita gente fez nas redes sociais. Aqui, eu vou analisar o programa em si e, para mim, ele cumpriu muito bem a sua missão de apresentar projetos sociais e representá-los por meio de um show.

O Criança Esperança não escapou da grande reforma que a Globo vem fazendo em seus programas tradicionais. Então, neste ano, o show em si, que foi dirigido pelo núcleo de Ricardo Wadginton, perdeu destaque em detrimento da maior apresentação de ONGs e histórias de pessoas assistidas pelo projeto da Globo em parceria com a UNESCO, ou seja, o Criança Esperança passou por um processo de “Teletonização”, ficando parecido com o seu primo do SBT, e até contou com maior participação do elenco da emissora.



Essas reformas fizeram bem ao programa, que ficou menos engessado e mais ágil. Os apresentadores Lázaro Ramos, Dira Paes, Leandra Leal e Flávio Canto também fizeram a diferença, e as apresentações musicais foram, em sua grande parte, maravilhosas, com destaque para a banda formada pelo elenco da própria Globo, com Letícia Colin S2, Otaviano Costa, Thiago Martins, Thiago Fragoso e Dudu Azevedo.



Bom, que a Globo continue seguindo com essa linha com o Criança Esperança e que, nos próximos anos, nos surpreenda da mesma forma deste ano.

Ah, e é claro que Susaninha Vieira roubou a cena, né?

Ela teve aquele momento fofoca de comadre com o Lázaro Ramos:

E ainda teve tempo de exibir seu megahair por aí:


Malhação Sonhos chegou ao fim com sensação de dever cumprido





Nessa sexta-feira, 14 de agosto, foi ao ar o último capítulo da temporada Sonhos de Malhação.

Quando se fala em Malhação, a nostalgia é inevitável: como não se lembrar de tantas aventuras e descobertas feitas nos corredores do Múltipla Escolha, aquele colégio onde as aulas sempre terminavam em menos de cinco minutos?


Mas, passados vinte anos da estreia da novela e dez do seu auge nas fases do Múltipla Escolha, a novelinha vinha perdendo sua identidade com temporadas sem ligação uma com a outra e com histórias batidas e pouco envolventes (né, temporada Casa Cheia com o casalzinho mais sem sal da história de Malhação – Ben e Anita?).

Porém, em Julho do ano passado, uma luz no fim do túnel começou a surgir: estreava a Malhação Sonhos, da mesma equipe da única temporada que conseguiu fazer sucesso nos tempos atuais - a da nossa querida Fatinha. Essa temporada procurou inovar (com uma escola de artes), ao mesmo tempo que fazia referência à origem do seriado (com uma academia).

Sonhos começou com uma história principal, envolvendo os jovens, meio clichê: as irmãs Karina (Isabella Santoni) e Bianca (Bruna Hamú) eram apaixonadas pelo mesmo cara, o lutador Duca (Arthur Aguiar) – os dois últimos SERIAM o casal protagonista da temporada. Mesmo com esse mote, a novela mostrou, já nos primeiros capítulos, que tinha personagens e histórias que prometiam muito, como o destrambelhado Pedro (Rafa Vitti), a determinada Sol (Jeniffer Nascimento) e a dúvida do Mestre Gael (Eriberto Leão) sobre a paternidade da sua filha Karina, a esquentadinha que se tornou o maior destaque da temporada.


Como novela é uma obra aberta, os autores têm que moldar a sua história seguindo a vontade do público, e, com Malhação, não é diferente. Então, os autores desta temporada - Rosane Svartman e Paulo Halm - tiveram que adaptar a sua história: o casal Bianca e Duca não agradaram, então, os dois se envolveram com outros personagens - o nerd problemático e viciado em games João (Gui Hamacek) e a lutadora destemida Nat (Maria Joana) -, apesar de terem terminado juntos no final; o casal Perina (formado por Pedro e Karina) se consolidou como o favorito do público, mesmo tendo começado de uma forma torta (Pedro recebeu dinheiro de Bianca para namorar Karina) e os vilões Jade (Anajú Dorigon) e Cobra (Felipe Simas) se regeneraram e formaram o segundo casal mais shippado pelos fãs da novelinha.



As maiores qualidades desta temporada foram o humor muito presente nas cenas; os  musicais, que eram encaixados na história de uma forma natural (um beijo pra você, Chiquititas!) e proporcionaram momentos fofos e emocionantes; os mistérios da trama, como quem era o verdadeiro pai de Karina; as cenas de ação; o incentivo às artes e ao esporte; os personagens carismáticos e os temas de cunho social, como o preconceito contra bailarinos, câncer de mama e a relação entre pais e filhos.



Mas, como nem tudo são flores, a temporada também apresentou defeitos: o humor, apesar de ter feito bem à novela, às vezes, soava como bobo e forçado demais; a história do esquema criminoso de apostas era boa, mas tomou um rumo mirabolante e, em alguns momentos, proporcionou cenas um pouco violentas demais para o horário e, na reta final da novela, como já foi dito aqui no Controle, a temporada ficou arrastada com uma barriga imensa e derrapou em suas últimas semanas, já que os desfechos foram sendo apresentados aos poucos e, pra completar, ainda enfiaram uma história extra nada a ver só pra ter o que passar.



Mesmo com todos os percalços, essa temporada trouxe de volta aquele prazer de assistir à malhação e, sem dúvida, os seus personagens ficarão marcados na memória do público, afinal, como não se envolver com as ótimas interpretações dos veteranos Eriberto Leão, Emanuelle Araújo (Dandara), Patrícia França (Delma), Marcelo Faria (Lobão), Helena Fernandes (Lucrécia), Guilherme Piva (Edgard) e Odilon Wagner (Heideguer), dos atores mais velhos, mas não tão conhecidos assim, como Iná de Carvalho (Dona Dalva) e Edvana Carvalho (Bete) e, é claro, dos jovens atores, que, sem dúvida, prometem brilhar ainda mais na nossa telinha, como Isabella Santoni, Rafa Vitti, Jeniffer Nascimento, Maria Joana, Gui Hamacek, Felipe Simas, Anajú Dorigon, Bruna Hamú e Arthuer Aguiar.

As últimas cenas do capítulo final de Malhação Sonhos foram lindas e emocionantes, apesar daquele sequestro maluco e do amor forçado entre Duca e Bianca ter sobrevivido à linda história que o lutador teve com a Nat. A equipe se despediu com a sensação de dever cumprido, afinal, essa temporada atingiu ótimos índices de audiência e grande repercussão nas redes sociais (outro ponto forte foi o grande investimento da emissora em ações de interatividade). Não é à toa que os autores já vão escrever a próxima novela das sete.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Por que amamos Além do Tempo?




Há exatamente um mês, estreava, despretensiosamente, na tela do plimplim, a novela Além do Tempo, de Elizabeth Jhin, conhecida por suas tramas espíritas (Eterna Magia, Escrito nas Estrelas e Amor Eterno Amor).

Elizabeth Jhin, a autora de Além do Tempo.


Confesso que recebi a novela nova com um pouco de preconceito. Primeiro, por ser a substituta daquele amorzinho que foi Sete Vidas. Segundo, pelo tom sombrio das chamadas, que faziam a novela parecer chata, pelo menos para mim.


Pessoal de Sete Vidas feliz ao descobrir que eles não saíram dos nossos corações <3

Mas, assim que a novela entrou no ar, admito que fiquei hipnotizado não só com as belas imagens, mas com a história envolvente e o elenco primoroso.  Como sempre acontece, veio aquele medo de a trama desandar com o passar dos capítulos, mas, depois de algum tempo, a novela provou que tem fôlego e história suficientes para segurar e surpreender o público.

Se Sete Vidas acertou por inovar e quebrar com os clichês do novelão, Além do Tempo vai por um caminho completamente oposto, optando por seguir a receita clássica de um folhetim com amor impossível e vilãs maquiavélicas. 

Alinne Moraes e Rafael Cardoso, os mocinhos apaixonados de Além do Tempo.


Isso mostra que a velha fórmula das novelas ainda pode ser bem recebida pelo público, desde que seja acompanhada de uma bela história e de um elenco maravilhoso. 

E que elenco, né? Eu poderia citar todos os nomes, porque, realmente, todos os atores estão muito bem em seus papéis, mas o destaques maiores vão para: Irene Ravache, com a sua malvada e amargurada Vitória, Ana Beatriz Nogueira como a sofrida Emília, Júlia Lemmertz como a interesseira Doroteia, Paolla Oliveira como a mimada Melissa, Michel  Melamed como o anjo Ariel, Carolina Kasting como a misteriosa cozinheira Rosa, Letícia Persiles como a doce Anita, Nívea Maria como a chatíssima da Zilda, Val Perré como Raul, Emílio Dantas como Pedro, Daniela Fontan como Rita, Dani Barros como Severa (que em nada lembra Lorraine, sua personagem em Império), e Inês Peixoto e Flora Diegues, que, apesar de serem desconhecidas do público, estão divertidíssimas como Salomé e Bianca, respectivamente, e funcionam muito bem como alívio cômico da trama, afastando de vez aquele tom sombrio das chamadas da novela.

Irene Ravache é o maior destaque do elenco como a super malvada Condessa Vitória.


Além do Tempo ainda promete muitas viradas e pode se consolidar como um grande sucesso do horário das seis (torcemos muito por isso!). Ah, e é muito bom poder cantar palaaaaaaavras, palaaaaaaaavras todos os dias!