quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A Regra do Jogo não é a primeira novela de João Emanuel Carneiro a sofrer com uma trama da Record




Todo mundo já tá careca de ver as notícias falando sobre o “fracasso” de A Regra do Jogo, que vem sofrendo devido ao sucesso de Os Dez Mandamentos, da Record.

Eu já disse aqui que não tem motivo nenhum para decretar esse “fracasso”, primeiro, porque a novela de JEC tem uma ótima hisória e vem marcando “baixos” índices por outros motivos, como a má herança que herdou de Babilônia e a estratégia da Globo de empurrá-la pra beeeeeeeeem mais tarde, fugindo da concorrência com Os Dez Mandamentos.

Bom, mas “Regra”, com certeza, não é a primeira e, se Santa Clara permitir, nem será a última novela da toda poderosa a perder audiência por causa de uma trama da concorrência. Pra mim, isso é muito bom, porque mostra que o público não está mais se prendendo em um só canal e que as outras emissoras estão usando de estratégias novas e boas para atrair o público e, claro, quanto mais opções boas para os noveleiros melhor.

João Emanuel Carneiro que os diga, em 2008, depois de duas experiências bem sucedidas no horário das sete (Da Cor do Pecado e Cobras e Lagartos), ele iniciava sua empreitada no horário mais cobiçado da Globo com A Favorita. Porém, ao mesmo tempo em que a Globo estreava sua novela nova, a Record encerrava, em plena uma segunda-feira, um de seus maiores sucessos – Caminhos do Coração, de Thiago Santiago.

Saudades dessa abertura! <3


Naquela época, a Globo não mudou o horário de sua novela, e a Record aproveitou o sucesso da trama maluca sobre mutantes para tentar abocanhar uns pontinhos no ibope, e isso deu muito certo, e a continuação da novela – agora, chamada só de Os Mutantes – continuou concorrendo com os primeiros capítulos da história de Flora (Patrícia Pilar) e Donatela (Cláudia Raia), que sofria para marcar 40 pontos, algo que era considerado uma catástrofe para os padrões globais da época, e, é claro, também era tachada de "fracasso" pelos sensacionalistas, apesar das boas críticas que recebia.




Confesso (e me arrependo muito disso) que eu era uma das pessoas que preferia ver o delírio de Thiago Santiago a assistir à obra prima de João Emanuel Carneiro, mas o autor global tinha uma carta na manga e surpreendeu a todos causando uma reviravolta inesperada para uma novela que estava só começando: a, até então, mocinha, Flora se revelou a grande vilã da história. A partir daí, o público se rendeu a essa novela maravilhosa, e A Favorita foi marcando recordes atrás de recordes, consolidando JEC como um dos maiores autores da atualidade e dando a ele o direito de escrever outra novela para o horário nobre (que seria o grande fenômeno Avenida Brasil).



Enquanto A Favorita reinava, Os Mutantes ia se tornando uma novela chata e repetitiva, já que vinha sendo mais esticada que pele com botox pela Record.

Eu, particularmente, acho o atual duelo entre A Regra do Jogo e Os Dez Mandamentos bem parecido com esse caso.  

Será que a saga de Moisés vai ter história suficiente para aguentar o esticamento da novela? E vocês não acham que o incansável JEC também não tem uma carta na manga para a história de Romero Rômulo? Bom, isso são cenas dos próximos capítulos.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Bake Off Brasil conquistou seu espaço e se consolida como uma boa opção nas noites de sábado





Parece que os realities culinários viraram moda na TV brasileira, não é mesmo?

Com o sucesso obtido pela Band com o Masterchef, o SBT resolveu não ficar para trás e lançou uma competição culinária também, o Cozinha Sob Pressão, que já teve duas temporadas finalizadas com relativo sucesso.

A emissora de Silvio Santos, então, resolveu investir ainda mais nesse ramo e, neste ano, estreou o Bake Off Brasil – Mão Na Massa, uma competição de confeiteiros. É evidente, nesse segundo reality culinário do SBT, o amadurecimento da produção. Em Cozinha Sob Pressão, há uma maior "sbtização", já, em Bake Off, há um esmero na edição que faz o programa nem parecer que é produzido por uma TV aberta, algo semelhante com o que acontece com o Masterchef na Band.

Fabrizio Fasano Jr. e Carolina Fiorentino, os jurados do programa.


Aliás, são inevitáveis as comparações entre os dois realities. O SBT, sem dúvida, vem usando algumas estratégias já usadas pela Band em seu reality, como a inserção de comentários do Twitter na tela, merchandisings cafonas disfarçados de conversas entre os jurados e a presença de uma ex-jornalista de bancada no comando da atração (falta só esticar o programa até quase uma hora da manhã para segurar a audiência).

Aninha observando o programa da concorrência.


Tici chamando o público, que vai ficar órfçao do Masterchef na próxima semana, para assistir Bake Off.


No Masterchef, temos a compreensiva e nervosa Ana Paula Padrão. Já no Bake Off, temos a fofa Ticiana Villas Boas vivendo seu melhor momento na TV brasileira. Muitos questionam a presença de apresentadoras em programas como esses, mas, para mim, elas são fundamentais. Aninha e Tici funcionam como duas “mãezonas” para os participantes e ainda servem para pôr ordem naquela bagunça toda. Nos dois realities, os jurados são parte essencial, sendo de grande importância para a realização do show, assim como os competidores, que sempre geram memes na Internet.




Michael vem causando desde a estreia do Bake Off.

Jiang virou a queridinha do público do Masterchef.



Semelhanças com o Masterchef a parte, o Bake Off Brasil, depois de ter um início morno, vem se consolidando como um ótimo programa. Nele, vemos uma maior preocupação com o lado humano dos participantes (não que no Masterchef não tenha isso) e, por se tratar de um programa de confeitaria, o encanto dos doces é bem transmitido e deixa todo mundo que assiste com os olhos enfeitiçados pela magia que um doce bem executado tem.

sábado, 5 de setembro de 2015

Mídia sensacionalista, por favor, apenas pare!



Desde que A Regra do Jogo começou que as notícias sobre o “fracasso” da trama não param de pipocar pela mídia.

Mas aí eu te pergunto, Percival, num tá muito cedo pra decretar o fracasso ou o flop, como dizem os tuíteros, de uma novela não?





Gente, pelamorde, a novela começou na segunda-feira desta semana! As artimanhas dos sites que postam esse tipo de notícia envolvem até mostrar comparações entre o ibope dos primeiros capítulos de Em Família e Babilônia, duas novelas realmente fracassadas, e a audiência de A Regra do Jogo. Isso não faz o mínimo sentido: Babilônia e Em Família pareciam novelas ótimas em suas primeiras semanas e, além, disso, as duas, diferente de A Regra do Jogo, ocuparam o lugar de duas novelas consideradas “boas” (Império e Amor à Vida) e que obtiveram índices de audiência ótimos em suas retas finais.

Também seria bom que quem escreve essas matérias levasse em consideração o fato de que “A Regra” vem marcando índices bem maiores que aqueles que Babilônia marcou ao longo de sua exibição e também se lembrasse de que a novela vem enfrentado uma situação bem atípica: a Globo vem sofrendo para manter seus bons índices no confronto com Os Dez Mandamentos, novela da Record que vem mandando muito bem, e, para enfrentar essa concorrência, inventou de colocar a novela de João Emanuel Carneiro no ar em um horário bem mais tarde do que aquele com o qual o público já está acostumado.

Bom, mas bem mais importante que falar sobre audiência é falar sobre a qualidade da novela. Como já citei no post sobre o primeiro capítulo, A Regra do Jogo está primorosa, direção, autor e elenco estão afiadíssimos. Já exibidos cinco capítulos, posso dizer que a trama talvez tenha até perdido um pouco da agilidade inicial, mas dá pra perceber que o autor vem apenas jogando pistas sobre o que deve acontecer daqui a alguns capítulos (ou seja, vem muita bomba por aí). Quanto ao elenco, os núcleos secundários estão sendo apresentados aos poucos, mas, pelo o que vem sendo mostrado, Bárbara Paz (Nelita) promete roubar e muito a cena com a sua personagem bipolar.

Por @AhValentinho


Operação SOS Xuxa Meneghel



Bom, como todos sabem, Xuxa estreou há pouco tempo seu programa novo na Record. Passadas três semanas, já dá para fazer algumas observações sobre o que tá bom e deve ser mantido e o que deve ser mudado urgentemente.

Para falar a verdade, o programa ainda não mostrou a que veio. A atração comandada por Xuxa tem a sua qualidade muito refém da presença de bons convidados: o segundo programa, por exemplo, foi muito bem com a presença da sempre desbocada Sabrina Sato, que fez uma ótima dupla com Xu, já o dessa segunda-feira trouxe convidados pouco atraentes (Luís Lobianco e Zeca Pagodinho), além de quadros repetitivos (já tá bom desse negócio de passar a Xuxa visitando fãs) e, por isso, amargou péssimos índices, perdendo para o Ratinho e para Patrícia Abravanel, dois programas do SBT, que têm o orçamento beeeeeeeem mais barato que o de Xuxa na Record.



Além disso, como o programa é ao vivo, Xuxa parece não saber esconder seu nervosismo e incômodo com os percalços que vão aparecendo, o que atrapalha em sua desenvoltura.

Continuo batendo na tecla de que o que o programa tem de melhor é a sua apresentadora, que parece estar bem disponível para fazer várias loucuras, e a equipe de criação também parece ser boa (quem não se lembra daquela paródia de Os Dez Mandamentos? Ficou hilária). Eles deviam usar mais a criatividade que, com certeza, têm, em vez de mandar a Xuxa ficar dançando e pulando pelo palco e copiar na cara dura os quadros do programa de Ellen Degeneres.





Sabe aquela história de que se você tem um limão, faça uma limonada? Pois é, Xuxa, use os problemas e limitações de sua produção na Record a seu favor e invente mais, crie mais e invista mais em você mesmo e na sua equipe que eu tenho certeza que o programa vai longe (ah, e ter o Duduzinho - cachorrinho da Xuxa - como parte do elenco fixo do programa, seria uma ótima ideia)!


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O Nilo virou sangue, mas quem paga o pato são os telespectadores da Globo




Não, não é desse Nilo que eu tô falando (desculpa pela a piada sem graça, NÃO RESISTI!). Essa matéria é sobre o último acontecimento da novela da Record, Os Dez Mandamentos. 



Nesta semana, Moisés (Guilherme Winter), em busca da libertação de seu povo das garras dos egípcios, desafiou a autoridade do Faraó Ramsés (Sérgio Marone), transformando as águas do rio sagrado em sangue.



A novela bíblica da emissora de Edir Macedo vem atingindo ótimos índices, mas, com essas cenas curiosas e emblemáticas, a audiência subiu ainda mais, e a Globo viu seu jornal tradicional ter seu poderio ameaçado.

Para completar, nesta semana, a rede da família Marinho estreou sua nova novela das “nove”, A Regra do Jogo, mas a Record que não é boba nem nada resolver esticar os capítulos da saga de Moisés para bater de frente com a estreia global. A Globo, por sua vez, temendo o pior, teve uma ideia: “já que eles estão esticando a novela deles, que tal a gente atrasar a nossa?”, e foi assim que A Regra do Jogo se tornou a “novela das dez“, e o Jornal Nacional ficou mais longo que um episódio de Masterchef.

William não aguenta mais chegar em casa e encontrar Fatinha já no décimo sono!


A Globo sempre foi a toda-poderosa e gritava aos quatro ventos que mantinha um padrão Q de qualidade que só ela tinha e que o respeito ao telespectador vinha em primeiro lugar, por isso, não se rendia às táticas de suas concorrentes para segurar a audiência. Mas, agora, eu pergunto onde está todo esse respeito? É respeitoso deixar os telespectadores assistindo a um jornal mais sem fim que as obras de transposição do Rio São Francisco? É respeitoso deixar o público esperando até quase dez horas da noite para assistir à sua novela das nove? Além disso, esse espichamento do Jornal Nacional entardece todo o resto da programação. O Jornal da Globo, por exemplo, tá começando quase no horário do Hora 1, William Waack que os diga!



É, parece que o jogo virou, não é mesmo? A Globo se tornou mais uma emissora louca que visa à audiência em detrimento da qualidade e do respeito ao telespectador!


Espero, sinceramente, que, hoje, tudo volte ao normal, e a novela das nove - que, por sinal, está MARAVILHOSA - seja, realmente, das nove!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A Regra do Jogo estreou ontem, mas eu ainda estou com o queixo no chão!!!


Ontem, fechando com chave de ouro o famigerado mês de agosto, estreou, cercada de expectativas, especulações e comparações com Avenida Brasil, a nova novela das nove (que tá mais pra das dez), A Regra do Jogo, de João Emanuel Carneiro, ou JEC como é chamado pelos fãs.




Por conta do fracasso de sua antecessora, “Regra” teve sua divulgação adiantada e aumentada pela Globo, que usou de todos seus recursos para atrair a atenção do público perdido. E funcionou, porque a novela chamou atenção antes mesmo de estrear e tinha muita gente bancando o profeta nas redes sociais dizendo que a trama seria maravilhosa. Eu preferi ficar na minha e esperar a novela começar para tirar minhas primeiras impressões, até porque não consegui captar muita coisa daquelas chamadas narradas pelos próprios personagens.

Atena empurrando o fracasso de Babilônia pra bem longe de A Regra do Jogo!


Bom, passado o primeiro capítulo, posso dizer que minhas impressões são das melhores. O primeiro capítulo foi ótimo, conseguiu mostrar a personalidade dos personagens em meio a vários acontecimentos sem ficar confuso e, para completar, o desfecho foi surpreendente, deixando aquela curiosidade maluca pelo próximo capítulo. Parecia um filme, eu mal conseguia piscar. As cenas do assalto forjado por Romero (Alexandre Nero), seguidas da revelação da verdadeira personalidade do personagem e da descoberta de que Djanira (Cássia Kis Magra, ops, Magro) era sua mãe, foram simplesmente incríveis.



A direção comandada por Amora Mautner está maravilhosa. A tal ideia de gravar a novela com câmeras escondidas funcionou bem e deu mais realidade à trama. Também adorei o título do capítulo que apareceu logo no começo, dando um ar de série à novela, espero que isso se mantenha com o passar do tempo.

O roteiro de JEC é inquestionável. Ele conhece o público e foi jogando, aos poucos, pistas para o que ainda estar por acontecer. São inevitáveis as comparações com suas outras novelas das nove (A Favorita e Avenida Brasil), mas Carneiro consegue imprimir uma personalidade diferente a cada trabalho, sem, é claro, deixar de lado as marcas registradas de seus sucessos. Mas, se for para comparar, arrisco dizer que A Regra do Jogo, por seu tom mais policial e sombrio e menos popularesco, lembra mais a história de Flora e Donatela do que as peripécias do pessoal do Divino.

O elenco, por sua vez, estava maravilhoso. Vanessa Giácomo (Tóia), Alexandre Nero, Cássia Kis Magro e Juliano Cazarré (Merlô) tiveram ótimos momentos. Susaninha Vieira, apesar de ter aparecido pouco, estava maravilhosa como sempre e mostrou que promete muito com a sua Adisabeba. Já Marco Pigossi (Dante) e Cauã Reymond (Juliano) parecem que serão os chatos da vez, com aquela historinha de vingança e justiça a toda hora. Mas quem roubou a cena mesmo foi Giovanna Antonelli, fazendo cosplay de Amora Mautner, ela estava simplesmente perfeita com a sua Atena, totalmente diferente de Bárbara, sua última vilã, em Da Cor do Pecado, do mesmo autor. Com Atena, JEC trouxe um tipo diferente de vilã, distanciando-se de suas outras criações para o horário - Carminha (Adriana Esteves) e Flora (Patrícia Pilar) - , mas tão deliciosa de se acompanhar quanto essas.


Além de tudo isso, os cenários, a iluminação, a abertura e, principalmente, a trilha sonora estão impecáveis.


Bom, esse foi só o primeiro capítulo, muita coisa ainda pode rolar por aí, mas A Regra do Jogo já mostrou ter potencial para ser um baita novelão (ah, como eu tava com saudades disso!).

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A TV brasileira está mais feliz: Babilônia acabou!!!!!!!!!!!




Eu sei que esse post tá meio atrasado e que Babilônia foi tão ruinzinha que até passaria sem um post de final de capítulo, mas, como temos que cumprir com as tradições, vamos lá escrever essa matéria sofrida.

Bom, Babilônia começou cercada de expectativas com chamadas mega impactantes (por isso, é bom ter cuidado com A Regra do Jogo também, viu pessoal que tá nas redes sociais já falando que a novela vai ser maravilhosa!?) e teve um primeiro capítulo bom, cheio de acontecimentos, prometendo um grande embate entre duas vilãs, Beatriz (Glória Pires) e Inês (Adriana Esteves).

Também, naõ tô disposto, Beatriz, mas fazer o quê, né?

E, pra mim, foi justamente esse embate o ponto fraco da trama, o que fez o público mudar de canal (olha Carrossel aê, gente!) e dar à novela o título de menor audiência do horário das nove. No começo, muita gente falava que a culpa do mau desempenho de Babilônia era do casal lésbico formado por duas atrizes mais velhas (Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg)  e dos temas polêmicos, como a prostituição (se fosse só por isso Verdades Secretas não seria o sucesso que é). Esses temas foram abordados de uma forma um pouco exagerada e rápida (sem um tempo prévio para que o público compreendesse a história e torcesse pelos personagens) pelos autores e, pra completar, a novela, no começo, não tinha um bom alívio cômico, ou um respiro de leveza entre as abordagens pesadas.

TUM TUM

Na verdade, houve uma falta de jeito dos autores (Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga) na hora de desenvolver sua trama no geral. Mas o núcleo principal era o pior, o tal embate entre as vilãs não foi muito bem justificado, o que fez com que o público não comprasse a história e não tivesse por quem torcer. No meio de Beatriz e Inês, estava a boazinha Regina (Camila Pitanga), que também não mostrou a que veio, sendo mais uma estereotipação da mulher trabalhadora que mora em uma favela. No decorrer da trama, as brigas entre as protagonistas mais pareciam episódios de Tom e Jerry, ou seja, tudo muito repetitivo, chato e sem motivo. Pode parar pra pensar, não tinha uma semana em que uma das três não ia para cadeia por conta de uma armação.

Além disso, as tramas paralelas eram sem graça e não tinham força suficiente para sustentar a novela. O único destaque ficou por conta da família Pimenta, sendo uma ótima crítica à situação política do País e ao fanatismo religioso ainda existente.

Babilônia foi prejudicada pela própria globo também. Sedentos por audiência, os diretores da emissora forçaram os autores a mudarem sua trama a todo custo, o que fez a novela ficar ainda mais sem sentido e parecendo uma colcha de retalhos. Por outro lado, Babilônia será lembrada com louvor por ter tratado de temas importantes e polêmicos e tentar, na medida do possível, burlar as críticas e "censuras" dos telespectadores mais conservadores.



Apesar da trama morna e repetitiva, alguns atores conseguiram se destacar: Glória Pires e Adriana Esteves defenderam como puderam suas personagens mal formuladas pelos autores, Sophie Charlotte (Alice), Bruno Gagliasso (Murilo) e Marcello Melo Júnior (Ivan) vêm, a cada novo trabalho, mostrando mais maturidade, Chay Suede (Rafael) e Luísa Arraes (Laís) formaram o único casal convincente da novela, Nathalia Timberg (Estela), Sheron Menezes (Paula), Cássio Gabus Mendes (Evandro), Juliana Alves (Valeska), Thiago Martins (Diogo), Bruno Gissoni (Guto) e Tainá Müller (Cris) também tiveram bons momentos.  Marcos Palmeira (Aderbal), Arlete Salles (Consuelo) e Fernanda Montenegro (Teresa), sem dúvida, foram os maiores destaques, e Igor Angelkorte (Bóris), Marcos Veras (Noberto) e Laila Garin (Maria José) foram as grandes revelações do elenco.

O desfecho da novela, como poderia se esperar, não foi lá essas coisas. Os autores perderam a chance de se desculparem um pouquinho com o público. O final foi morno e com algumas situações incoerentes. Gostei do desfecho das duas vilãs caindo ribanceira abaixo, apesar de o enfrentamento final delas ter ficado um pouco forçado, já a resolução do “quem matou Murilo?” foi decepcionante, já que o assassino foi um personagem que não chamou a atenção do público ao longo da novela e desculpa encontrada para explicar como descobriram que era ele pareceu bastante infantil e forçada (parecia final de episódio do Scooby-Doo).




Bom, devido a todos os problemas, Babilônia teve sua duração reduzida (a princípio, era pra terminar só no final de setembro) e, agora, podemos respirar aliviados porque A Regra do Jogo vem aí... OU NÃO, NÉ? Afinal, Babilônia também teve chamadas impactantes e seu autor principal Gilberto Braga também já escreveu grandes sucessos, como Dancin'Days, Vale Tudo e Celebridade. Ou seja, é melhor esperar a novela estrear antes de tomar conclusões precipitadas.

Camila Pitangão, a rainha do Twitter, feliz da vida com o fim da novela!